A AIPI – Offshore realiza a instalação de tubagens aéreas (rigging aéreo) em estruturas industriais, utilizando técnicas de acesso por corda para posicionar, alinhar, suspender e fixar tubagens em altura, vigas, colunas, tetos de tanques, silos e áreas de difícil acesso. O serviço abrange desde o içamento e posicionamento dos tubos até à sua fixação definitiva com suportes, braçadeiras e sistemas de amarração, sem necessidade de andaimes, plataformas elevatórias ou cestos de grua. A execução por acesso por corda reduz custos, tempo de paralisação e interferência com outras atividades, sendo particularmente vantajosa em projetos de retrofit, ampliação ou manutenção de sistemas de tubagem em locais de difícil acesso.
A instalação de tubagens por rigging aéreo envolve técnicas de amarração, elevação controlada, alinhamento preciso e fixação segura, executadas por equipas de técnicos de acesso por corda (nível II ou III) com formação complementar em rigging, montagem mecânica e soldadura (quando aplicável). Seguem os principais detalhes:
Planeamento da instalação: Análise do traçado da tubagem, identificação dos pontos de fixação (suportes, berços, pendurais) e definição do plano de elevação e amarração. Cálculo das cargas envolvidas (peso próprio dos tubos, fluido de teste, acessórios, isolamento) e seleção dos equipamentos de rigging (estrops, lingas, manilhas, tirfors, talhas, guinchos) com margem de segurança adequada (fator de segurança mínimo 5:1 para acessórios têxteis ou metálicos). Obtenção de permissão de trabalho (PTW) para trabalho em altura e para içamento de cargas suspensas.
Preparação dos tubos e acessórios: Limpeza e inspeção visual dos tubos (verificação de danos no transporte); instalação provisória de olhais ou pontos de amarração para içamento (quando necessário); aplicação de tampões provisórios nas extremidades para evitar entrada de detritos.
Içamento e posicionamento (rigging aéreo): Utilização de sistemas mecânicos manuais (tirfor, talha de corrente, guincho manual) operados por técnico em solo ou por técnico de corda posicionado na estrutura. Os tubos são içados verticalmente ou por rotação controlada até à elevação desejada, sendo então puxados horizontalmente para o alinhamento com os suportes (pendurais) pré-instalados ou a instalar. Durante o içamento, a equipa de corda mantém o tubo afastado de obstáculos (outras tubagens, estruturas, cabos, isolamento).
Alinhamento e fixação provisória: Uma vez posicionado no local, o tubo é alinhado com os suportes ou com o tramo adjacente (para soldadura ou união flangeada). Utilizam-se cunhas, macacos manuais ou dispositivos de alinhamento para obter a concentricidade e afastamento adequados. A fixação provisória é feita com braçadeiras temporárias ou cintas de aperto manual, permitindo ajustes antes da fixação definitiva.
Fixação definitiva por soldadura (quando aplicável): A soldadura das juntas (topo ou ângulo) é executada por soldadores certificados (qualificação conforme ASME IX, AWS D1.1 ou norma equivalente), posicionados em corda ou em suporte adequado. Obtenção de permissão de trabalho a quente adicional (quando não incluída na PTW base). Controlo de alinhamento durante a soldadura (evitar tensões residuais). Execução em passes múltiplos conforme procedimento de soldadura aprovado (WPS). Ensaios não destrutivos pós-soldadura (visual, MT, PT, UT, RX) conforme especificação.
Fixação definitiva mecânica (união flangeada ou roscada): Instalação de juntas de vedação (gaxetas) limpas e centradas; introdução de parafusos e porcas; aperto controlado (torquing, conforme procedimento) seguindo sequência cruzada ou em estrela para garantir uniformidade.
Instalação de suportes pendurais e berços: Os suportes que suspendem a tubagem (pendurais com tirantes, consolas, braçadeiras de aperto com haste roscada) são fixados à estrutura existente (vigas, colunas) por aparafusamento ou soldadura, previamente ou após o posicionamento do tubo. Nos berços de apoio (quando a tubagem assenta sobre estrutura), são instaladas calhas de deslizamento (se permitido movimento térmico) ou braçadeiras rígidas (se necessário restringir movimento). Verificação da liberdade de movimento térmico da tubagem após fixação (dilatação/expansão, folgas).
Ensaios pós-instalação (quando incluído): Ensaio hidrostático (enchimento com água pressurizada) ou pneumático (ar ou gás inerte) conforme código aplicável (ex: ASME B31.3) para verificação da estanquidade e resistência mecânica da tubagem recém-instalada. Execução por equipa certificada, com plano de segurança específico (energia armazenada). Relatório de ensaio.
Materiais e equipamentos de rigging com certificação: Estrops têxteis ou de cabo de aço, lingas, manilhas (com fator de segurança 5:1 ou superior), talhas de corrente, tirfors com capacidade nominal adequada, mosquetões e roldanas de desvio. Todos os equipamentos com certificado de carga (teste de prova) e inspeção periódica em vigor.
Segurança específica: Zona de içamento isolada no solo (acesso proibido durante a elevação do tubo). Equipa de solo e equipa de corda comunicam por rádio (canais dedicados). Os tubos içados são sempre guiados por cordas de retenção (tag lines) para evitar rotação descontrolada ou embate contra obstáculos. Os técnicos de corda posicionam-se a uma distância segura durante o içamento (evitar impacto direto). Após o posicionamento, a carga é transferida para os suportes definitivos antes de os técnicos se aproximarem para fixação final. Em caso de soldadura em altura com equipamentos de rigging aéreo, isola-se termicamente os equipamentos de elevação para evitar danos.
Documentação e relatório: Desenho as built da tubagem instalada (traçado real, cotas, localização de suportes). Registo dos equipamentos de rigging utilizados (capacidades, certificados). Certificados dos materiais (tubos, flanges, acessórios, parafusos, juntas). Resultados de ensaios não destrutivos e ensaios hidrostáticos (quando aplicável). Relatório final com registo fotográfico (fases de içamento, posicionamento, fixação e ensaios).
Vantagens da execução por acesso por corda: Eliminação de andaimes e plataformas elevatórias; redução de custos e tempo de instalação (até 50%) face a métodos convencionais; instalação possível em locais com obstáculos ou espaço reduzido (andaimes não caberiam); menor interferência com operações em curso; acesso simultâneo de vários técnicos a diferentes pontos da tubagem.